Inclusão
Projeto busca qualificar mulheres em situação de vulnerabilidade social
No IFCE, receberão a próxima edição do projeto "Asas para o Futuro" os campi de Caucaia, Maranguape e Pecém
Publicada por Priscila Luz em 09/10/2026 ― Atualizada em 9 de Outubro de 2026 às 09:20
Mulheres entre 15 e 29 anos, participantes do Cadastro Único, moradoras de áreas periféricas, mães (típicas e atípicas), negras, indígenas, quilombolas, ciganas são o público-alvo esperado para a próxima turma do projeto Asas para o Futuro.
No IFCE, a proposta é ofertar cursos que possam profissionalizar as participantes na área da programação na web, na montagem e reparo de computadores, além de eletricidade predial de baixa tensão.
Para regulamentar a oferta, acontecem nesta semana reuniões na Reitoria e nos campi Caucaia, Maranguape e Pecém, a fim de alinhar as diretrizes do projeto com a estrutura das três unidades. Cada um dos cursos possui carga horária de 160h, com uma programação distribuída entre disciplinas voltadas à sociopolítica e à formação técnica.

Participam do processo de articulação representantes técnicas do Ministério das Mulheres, Secretaria Nacional de Juventude e da Pró-Reitoria de Extensão do Instituto, parceiros da ação, que analisam com os diretores-gerais do instituto as condições de ensino, mobilização e logística.
De acordo com Denise Nunes, coordenadora de Empreendedorismo e Incubadora da ProExt, o projeto Asas para o Futuro acontece no IFCE com recursos do ano de 2025 originados de emenda parlamentar, da então deputada federal pelo Ceará, Luizianne Lins.
Os três campi integrantes desta edição foram selecionados "pela linha de expertise profissional que desenvolvem na educação" em áreas nas quais predomina a presença masculina. O objetivo é que, para além da possibilidade de não precisar mais de programas de transferência de renda, as jovens mulheres contribuam para a diversificação de gênero nas searas da pesquisa e dos postos de trabalho atuais.

Com o curso de Programadora para Web, em Maranguape, por exemplo, a ideia é que as candidatas possam aprender a elaborar sites que contribuam para a ampliação do mercado da produção local.
De acordo com Larissa Passos, coordenadora-geral de Inclusão Produtiva, Enfrentamento à Pobreza e à Fome no Ministério das Mulheres, a proposta do projeto é "proporcionar uma tecnologia social como ferramenta digital que dialogue com o território e que possibilite que essas meninas estejam inseridas", explica.
A expectativa é de que as atividades comecem nos campi ainda neste semestre 2026.2.