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No campus de Ubajara

Grupo de pesquisa apresenta exposição sobre casa de farinha

Fotos e documentário foram produzidos na comunidade Vila Libânia, em Mucambo

Publicada por Icaro Sousa em 26/04/2026 Atualizada em 26 de Abril de 2026 às 15:59

Casa de farinha na localidade de Vila Libânia, em Mucambo (Fotos: divulgação)
Casa de farinha na localidade de Vila Libânia, em Mucambo (Fotos: divulgação)

Revelar as histórias, práticas e a ancestralidade da produção artesanal de farinha, destacando a dignidade do saber-fazer rural e a força cultural dos últimos remanescentes da única casa de farinha da comunidade Vila Libânia, localizada na Serra do Carnutim, distrito de Mucambo, zona norte do Estado. Esse é o objetivo da exposição “A Última Farinhada: Memória e Resistência na Serra do Carnutim – Ceará – Brasil”, que será aberta nesta segunda, 27, às 13h30, no campus de Ubajara do Instituto Federal do Ceará (IFCE).

A programação é aberta ao público e constará de fotos produzidas na casa de farinha e da exibição do documentário “História de Vida da Vila Libânia”, que também tematiza os remanescentes das farinhadas na comunidade. As produções são do grupo de pesquisa “Memórias e narrativas dos moradores da Serra da Ibiapaba”, que reúne pesquisadores do IFCE Ubajara, entre professores, técnicos administrativos e estudantes, e de outros campi, como Sobral.

A exposição é itinerante e seguirá no campus até o dia 20 de maio. Entre 30 de abril e 3 de maio, ela estará exposta simultaneamente no Parque Nacional de Ubajara. Posteriormente, em data a definir, estará em cartaz no Memorial do IFCE, na reitoria, em Fortaleza. Em 2027, chegará ao Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, em Portugal.

Local é retratado em exposição fotográfica e documentário
Local é retratado em exposição fotográfica e documentário

Os últimos trabalhadores

Segundo o professor José Enildo Bezerra, líder do grupo e organizador da exposição, o documentário ressalta as histórias de três trabalhadoras e um trabalhador remanescentes da casa de farinha, os últimos que ainda atuam no local. “Os entrevistados destacam a dificuldade de manter a tradição, visto que os jovens não querem mais continuá-la”, antecipa.

O docente destaca que os integrantes da casa de farinha da Vila Libânia sempre produziram o alimento para consumo próprio, mas que essa tradição de décadas está prestes a acabar devido à falta de mão-de-obra. “Registrar esses relatos dos trabalhadores é preservar a cultura popular cearense para futuras gerações e valorizar ainda mais aqueles que deixam seu legado ao longo da vida”, exalta.

Veja aqui uma prévia do documentário.

Veja aqui uma entrevista com os integrantes do grupo de pesquisa responsáveis pela produção do documentário.

Ícaro Joathan - Comunicação Social/reitoria

Palavras-chave:
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