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Reconhecimento

Destaques do IFCE em olimpíada são contemplados com bolsas do CNPq

Alunos Guilherme, Nicolly e Rodrigo se destacaram na Olimpíada Nacional em História do Brasil

Publicada por Luis Freitas em 22/05/2026 Atualizada em 22 de Maio de 2026 às 11:57

Três estudantes do Instituto Federal do Ceará (IFCE), finalistas da 17ª edição da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) - 2025, foram contemplados - devido às competências demonstradas nesta competição de conhecimento - com bolsas de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). José Guilherme Menezes, Nicolly Bonifácio e Rodrigo Castro são alunos do curso técnico integrado em Informática, do Campus Fortaleza.

A conquista, destaca, Zilfran Varela, coordenador geral de Olimpíadas do Conhecimento do IFCE, além de ressaltar o mérito dos jovens, é uma das motivações para que novos estudantes da instituição possam entrar nesse desafio. “Sem dúvida, esse reconhecimento é um estímulo relevante aos nossos alunos, porque vai além de ser destaque numa competição ou receber uma medalha”, frisa o professor.

A bolsa de Iniciação Científica Júnior (IC-Jr) do CNPq destina-se a estudantes do ensino fundamental, ensino médio ou da educação profissional de instituições públicas de ensino. O objetivo principal é introduzir jovens talentos no universo da pesquisa científica sob a orientação de um pesquisador experiente. A vigência é de até nove meses.

Bolsistas Zilfran 3
Bolsistas Zilfran 3

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), desenvolvido pelo Departamento de História por meio da participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.

As equipes do Nordeste receberam o maior número de medalhas na grande final da 17ª Olimpíada Nacional em História do Brasil, em 2025. Esta edição da ONHB contou com recorde de inscritos, com 57,1 mil equipes, compostas por 3 estudantes e o professor ou professora de história da escola. O Ceará foi o estado que conquistou mais medalhas, um total de 28. Na sequência, Pernambuco, com 14 equipes medalhistas, e a Bahia, com 8.

Experiência transformadora

Além do mérito reconhecido, da premiação e da conquista da bolsa, os três alunos do IFCE somaram experiências que são difíceis de mensurar. Para José Guilherme, por exemplo, “participar da ONHB foi uma experiência amadurecedora”, catalogando conhecimento pra vida. “A pesquisa e a argumentação que as questões da Olimpíada exigem, bem como as reflexões que estas mesmas questões proporcionam, têm potencial de desenvolver o pensamento crítico e o repertório histórico de alunos”, avalia. “Outro mérito de ser finalista é receber a bolsa da CNPq; sinceramente, me pegou desprevenido, num bom sentido”, completa Guilherme.

Já Nicolly Bonifácio enaltece que “não apenas a viagem, que foi uma ótima oportunidade como finalista, mas todo o caminho até a final foi importante, desde a reflexão crítica sobre cada questão até os debates em equipe”, fato que, revela a aluna, a deixa mais motivada para mais competições. Sobre ser bolsista do CNPq, para ela, “representa não apenas um apoio financeiro, mas também um incentivo para continuar me dedicando aos estudos e às olimpíadas”.

Bolsistas Zilfran 1
Bolsistas Zilfran 1

Primeira vez de avião

A história de Rodrigo Castro na ONHB traz um diferencial, além dos méritos e reconhecimentos: “Foi a primeira vez que viajei de avião. O Zé e a Nicolly sabem como fiquei empolgado; foi uma experiência muito especial como um todo. Há alguns meses eu, que nunca havia saído do Ceará, estava conversando com meu professor sobre como ele conheceu muitos lugares graças às olimpíadas e, surrealmente, tempos depois eu estava vivendo a mesma experiência que ele, em São Paulo, indo competir na final da ONHB”.

Ele lembra da pressão natural de uma olimpíada, mas entende ser parte do processo: “A pressão da prova ficou até entregarmos os papéis, mas já havia tudo valido a pena a essa altura; estávamos lá para competir, e é sempre assim: depois que a competição acaba, o que nos resta é aproveitar toda a magia, conhecendo tudo”. Ele acrescenta: “Eu me tornei uma pessoa que crê mais ainda no poder transformador das olimpíadas”.

Luís Carlos de Freitas - Reitoria