Portal Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará

Pesquisa

Projeto BioCactus, de Crateús, acumula premiações

A pesquisa desenvolvida por estudantes e professora da instituição disputou a etapa final do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo 2026, no Rio de Janeiro, entre os cinco trabalhos selecionados no Brasil.

Publicada por Felipe Rodrigues em 11/06/2026 Atualizada em 11 de Junho de 2026 às 10:48

O projeto BioCactus: Tecnologia Sustentável de Baixo Custo para Tratamento de Águas Turvas no Semiárido Brasileiro, desenvolvido pelo IFCE campus Crateús, participou da etapa nacional do Prêmio Jovem da Água de Estocolmo 2026. Desenvolvido pela professora Débora Sousa e pelos estudantes José Talison Nunes e Joaquim Soares Bio Neto, do curso Técnico Integrado em Química, o trabalho foi selecionado entre os cinco melhores projetos do país e disputou a etapa final da competição, realizada no Rio de Janeiro, no dia 1º de junho.

A pesquisa propõe uma solução sustentável e de baixo custo para o tratamento de águas turvas em regiões do Semiárido brasileiro, contribuindo para a discussão de alternativas voltadas ao acesso à água e à sustentabilidade ambiental. A seleção entre os finalistas nacionais coloca o trabalho do IFCE campus Crateús em destaque em uma das principais iniciativas internacionais voltadas ao incentivo da pesquisa científica desenvolvida por jovens. O prêmio busca reconhecer projetos com potencial para enfrentar desafios relacionados aos recursos hídricos, ao meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.

A orientadora do projeto, professora Débora Sousa, afirma que a experiência demonstra o poder transformador da educação. "Enquanto professora e educadora, foi muito gratificante representar o nosso município, a nossa instituição e o nosso estado em um evento tão grandioso e importante para a ciência do país", afirmou a professora. Para a docente, a seleção do projeto evidencia a qualidade da pesquisa desenvolvida e serve de incentivo para sua continuidade. Débora Sousa destaca também a contribuição que a participação no evento trouxe para a equipe: "Conhecemos outros pesquisadores, de diversas partes do país, fomos homenageados, ampliamos nossa visão de pesquisa na área e adquirimos muito conhecimento".

O estudante Joaquim Soares destaca os aspectos positivos da experiência de participar da competição: "Você volta com outra visão, você volta mudado, você volta com mais vontade de crescer, com mais vontade de mudar a vida ao seu redor". O estudante demonstrou satisfação em representar o projeto e o campus no evento, lembrando o reconhecimento e o acolhimento recebidos pelos demais participantes. "Ser finalista por lá foi uma experiência única", conclui.

O estudante José Talison Nunes ressalta, também, a alegria de ter participado do prêmio. "Foi algo maravilhoso, uma experiência incrível que eu vou levar para a vida toda", lembra. Para o membro da equipe, a oportunidade de interagir com pesquisadores de outros estados foi gratificante e enriquecedora: "Dividimos nosso conhecimento, dividimos aprendizado, dividimos experiências, dividimos sentimentos", relata. José Talison agradece o acolhimento dos colegas e da comissão técnica, que contribuíram com a apresentação dos projetos.

Biocactus

O projeto BioCactus propõe uma solução sustentável e acessível para o tratamento de água em comunidades rurais do semiárido nordestino. A pesquisa utiliza biopolímeros naturais extraídos da palma forrageira (Opuntia ficus-indica) — planta típica e abundante da Caatinga — no processo de floculação e purificação da água, oferecendo uma alternativa de baixo custo e impacto ambiental reduzido. O projeto acumula premiações, tendo sido ganhador do Prêmio Chico Vive 2025, em de outubro de 2025, obtendo o maior número de votos do público em nível nacional.

Prêmio

O Prêmio Jovem da Água de Estocolmo é uma iniciativa internacional organizada pelo Stockholm International Water Institute (SIWI) desde 1997. Voltado para jovens de 15 a 20 anos, o prêmio reconhece projetos escolares que apresentem soluções inovadoras para questões relacionadas à água, ao meio ambiente e à sustentabilidade.

Atualmente, cerca de 40 países participam da competição, entre eles o Brasil, que integra a iniciativa desde 2017. A premiação tem como patrona a princesa Victoria, da Suécia, e é considerada uma das principais competições científicas estudantis da área ambiental no mundo.