Saúde infantil
Estudantes pesquisam implicações químicas da maquiagem em crianças
Alunas do IFCE apresentaram o estudo no Congresso Nacional de Educação
Publicada por Elinaldo Rodrigues em 29/10/2026 ― Atualizada em 29 de Outubro de 2026 às 14:24

As estudantes Carmélia Lima e Isadora Garcia do curso de Licenciatura em Química, do campus de Aracati do Instituto Federal de Educação do Ceará (IFCE), desenvolveram uma pesquisa que trata das implicações químicas para o uso de maquiagens em crianças, face ao processo de adultização e da vaidade precoce em evidência na atualidade. O estudo foi apresentado pelas pesquisadoras no XII Congresso Nacional de Educação (CONEDU), o maior congresso de educação do país, cuja edição de 2026 foi realizada em Campina Grande/PB, recentemente.
De acordo com Carmélia Lima, a pesquisa surgiu da preocupação com a exposição cada vez mais precoce das crianças a padrões de beleza e práticas de vaidade associadas ao universo adulto. “A partir dessa questão, buscamos relacionar a discussão social sobre a adultização infantil aos conhecimentos da Química, especialmente no que diz respeito à composição dos produtos cosméticos e aos possíveis riscos associados ao uso de maquiagens na infância”, explicou a pesquisadora.
As autoras consideram que, além da produção científica, a proposta contempla a divulgação de informações acessíveis à sociedade, com o objetivo de promover a conscientização de pais, responsáveis e educadores sobre o tema. “A principal contribuição social da pesquisa está na possibilidade de transformar conhecimentos científicos em informações acessíveis à população”, frisou Carmélia.
A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica e documental, com consulta a artigos científicos, livros, materiais técnicos e documentos relacionados à temática. Nesse processo, foram consideradas fontes de pesquisa acadêmica, como o Google Acadêmico, além de publicações e informações relacionadas à regulamentação de cosméticos e à proteção da infância.
Como desdobramento do estudo, as autoras consideram a possibilidade de ampliar as ações de divulgação científica por meio de publicações informativas nas redes sociais e da elaboração de materiais educativos, como cartilhas de conscientização. “Essas iniciativas podem contribuir para ampliar o alcance das informações e estimular novas discussões sobre a adultização infantil, o consumo de cosméticos e a proteção da saúde das crianças”, adiantou a pesquisadora.
Elinaldo Rodrigues - Campus de Aracati