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Conhecimento

Olimpíada de Química das Escolas Públicas encerra terceira edição

Mais de 3.500 estudantes de todo o Ceará participaram da competição científica organizada pelo IFCE

Publicada por Andressa Sanches em 15/12/2025 Atualizada em 17 de Dezembro de 2025 às 07:24

A terceira edição da Olimpíada de Química das Escolas Públicas (OQEP) foi oficialmente finalizada na última sexta (12), em cerimônia de premiação realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará. Organizada pelo Instituto Federal do Ceará, a OQEP 2025 bateu recordes de participação: foram 1.103 equipes inscritas, totalizando 3.550 estudantes oriundos de 193 instituições de ensino público de todas as partes do estado, sob orientação de 217 professores.

Premiação da OQEP 2025
Premiação da OQEP 2025

“Esse crescimento demonstra não apenas o interesse cada vez maior dos nossos jovens pela ciência, mas também o empenho das escolas e dos professores em incentivar o conhecimento, a curiosidade científica e o pensamento crítico”, celebra o professor Jefferson Saraiva, do campus de Quixadá e presidente da comissão organizadora da OQEP. Além dele, integram o grupo os professores Ambrósio Cunha (Crateús), Sebastião Vasconcelos (Pecém), José Mariano Oliveira (Iguatu), Régis Nogueira e Samuel Marques (Aracati).

A competição foi dividida em duas modalidades: “A”, composta por estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio, e “B”, com alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio e equivalentes, como cursos técnicos integrados, Ensino Profissionalizante, Supletivo ou Educação de Jovens e Adultos. A Olimpíada é composta por quatro fases, em que as três primeiras foram provas online e a última foi realizada de forma presencial.

A solenidade de premiação agraciou 30 equipes, contemplando 180 estudantes de ambas as modalidades, nas categorias Menção Honrosa, Bronze, Prata e Ouro. No IFCE, dos mais de 200 participantes, 36 foram premiados: 21 menções honrosas, 6 medalhistas de bronze, 6 medalhistas de prata e 3 medalhistas de ouro. “O desempenho dos estudantes superou as expectativas, evidenciando talento, dedicação e uma formação sólida, construída com muito esforço dentro das escolas públicas. Cada resultado obtido representa o potencial transformador da educação científica quando há oportunidade, incentivo e compromisso”, avalia o professor Jefferson Saraiva.

Equipe de Crateús medalha de ouro na OQEP 2025 (Ana Clara Pessoa, Joaquim Soares e Ana Luiza Carvalho)
Equipe de Crateús medalha de ouro na OQEP 2025 (Ana Clara Pessoa, Joaquim Soares e Ana Luiza Carvalho)

Um dos medalhistas de ouro é Joaquim Soares, do curso técnico integrado em Química do campus de Crateús do IFCE. Para ele, participar da OQEP foi como um “despertar”. “É uma experiência de muito conhecimento. Para nós, como alunos do 3º ano do Ensino Médio, foi uma fase de encerramento perfeita, foi o nosso grand finale, porque a gente viu ali que todo o nosso esforço, todo o nosso estudo, todas as nossas revisões valeram o ensino”, avalia o estudante.

Débora Sousa, professora de Química do campus Crateús e orientadora da OQEP desde a primeira edição da OQEP, avalia as olimpíadas como de grande importância na formação dos estudantes, especialmente pelo estímulo ao trabalho em equipe e ao engajamento nos estudos. “Eles, de fato, gostam de participar. Além disso, é muito gratificante ver o desenvolvimento deles e a felicidade diante das conquistas. Ver no rosto deles a alegria e a satisfação pelo reconhecimento do seu esforço e dedicação não tem preço. Eu me sinto muito realizada diante das conquistas deles. É o resultado da dedicação dos alunos, bem como do trabalho de nós, professores, a cada dia”, comenta a docente.

Palavras-chave:
Olimpíada de Química