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IYPT

Alunos do IFCE são finalistas de torneio internacional de Física

IYPT não é baseado em provas, mas em debates conhecidos como Physics Fights

Publicada por Luis Freitas em 23/12/2025 Atualizada em 23 de Dezembro de 2025 às 14:23

O compromisso do Instituto Federal do Ceará (IFCE) com a excelência do ensino pode ser notado e comprovado por tantos resultados expressivos em olimpíadas do conhecimento – os números de participação e premiação crescem anualmente. A mais recente conquista é da equipe “Every Quark You Take”, formada pelos estudantes Guilherme Maia e Manuela Opúsculo (campus de Juazeiro do Norte), Antônio Gilcimar (Jaguaribe) e Arthur Herbste (Maranguape).

Juntos, os jovens estão entre as 18 equipes finalistas da fase nacional do Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT - Brasil). Trata-se da terceira e última etapa desta competição. O IFCE é a única instituição de ensino a representar o Ceará nesta importante competição científica.

A grande final acontecerá em fevereiro de 2026, em São Paulo. As cinco equipes mais bem classificadas garantirão vaga na seleção brasileira que representará o País no mundial de 2026, em Zurique, na Suíça. Os estudantes são orientados pelos professores de Física Maurício Almeida, Rodrigo Queiros, Felipe Costa e Edney Melo.

Sobre a competição

O IYPT Brasil é a versão brasileira do Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT, na sigla em inglês). A fase presencial da competição ocorre anualmente e dura três dias, seguindo modelo similar ao da versão internacional, inclusive com os mesmos problemas propostos pelo IOC (International Organizing Committee).

Diferentemente de outras olimpíadas científicas, o IYPT não é baseado em provas. A competição é baseada em debates conhecidos como Physics Fights. O objetivo das soluções não é calcular ou chegar à “resposta correta”. O Torneio é bastante orientado a conclusões, pois os participantes precisam projetar e realizar experimentos e tirar conclusões argumentadas a partir do resultado dos experimentos.

A competição em si não é uma competição de caneta e papel, mas uma encenação de uma discussão científica (ou defesa de uma tese) onde os participantes assumem os papéis de Relator, Oponente e Avaliador e são avaliados por um Júri. As equipes podem seguir caminhos bem diferentes para trabalhar no mesmo problema, desde que permaneçam dentro do escopo do enunciado. As equipes serão julgadas de acordo com a profundidade alcançada por suas investigações.

Luís Carlos de Freitas – Reitoria

(Com informações de IFCE Juazeiro do Norte, IFCE Jaguaribe e IYPT Brasil)