Publicação
Professor do IFCE campus Tianguá publica artigo em revista britânica
O professor Carlos Alex Souza da Silva é autor de um artigo sobre a tensão de Hubble
Publicada por Caroline Reis em 29/12/2025 ― Atualizada em 29 de Dezembro de 2025 às 14:53
O professor Carlos Alex Souza da Silva do campus de Tianguá do IFCE é autor de um artigo sobre a tensão de Hubble, que foi aceito para publicação na revista britânica Classical and Quantum Gravity, líder mundial em publicações sobre relatividade clássica e quântica.
A tensão de Hubble consiste em uma discrepância entre os valores medidos da chamada constante de Hubble-Lemaître, a qual nos diz como o universo está expandindo atualmente. Tal discrepância surge ao considerarmos observações astronômicas do universo utilizando diferentes métodos.
Nesse ponto, entra o trabalho do professor Carlos Alex, que estabelece uma relação entre a constante de Hubble-Lemaître e a complexidade computacional quântica necessária para a emergência do espaço-tempo. De acordo com a proposta do artigo, o espaço-tempo não deve ser considerado como um aspecto fundamental da realidade física, assim como sugere a relatividade geral, teoria que serve de base para a cosmologia moderna, mas emergente a partir de uma estrutura de correlações quânticas que existem para além do próprio espaço-tempo.
De acordo com o artigo do professor Carlos Alex, ao estabelecermos uma relação direta entre a constante de Hubble-Lemaîre e a complexidade quântica relacionada à emergência do espaço-tempo cosmológico, a primeira não deve ser mais entendida como uma constante, mas como uma quantidade cujo valor aumenta à medida que o universo evolui, assim como as observações astronômicas têm nos revelado. Tal processo deve acontecer até que tal parâmetro atinja o seu valor de saturação, quando então passaria, de fato, a ser constante, como prediz o modelo cosmológico padrão.
Desde que a constante de Hubble desempenha um papel central na cosmologia moderna, nos dizendo como o universo expande, de acordo com o professor Carlos Alex, o resultado encontrado em seu trabalho propõe uma nova forma de olhar para o cosmos: a partir do nível de complexidade computacional quântica de que cada observador dispõe para fazer suas medidas. Isto estabelece uma ponte entre os aspectos microscópicos e macroscópicos do universo: a complexidade quântica associada à emergência do próprio espaço-tempo cosmológico e a estrutura de larga escala do universo.
O trabalho intitulado “Holographic Complexity and the Hubble Tension: a quantum gravity portrayal for the large scale structure of the cosmos” pode ser acessado através dos seguintes links: https://doi.org/10.1088/1361-6382/ae2416, https://doi.org/10.48550/arXiv.2312.05267.